sábado, 7 de agosto de 2010

Labirintite e Disfunção da ATM


O que é labirintite?
Labirintite” é um termo popular, usado geralmente para designar, problemas relacionados ao equilíbrio, entre outros problemas (como tontura, tonteiras, vertigem ou zumbidos). Na verdade, o termo correto a ser usado é “labirintopatia”, que significa "doença do labirinto" e não labirintite, cujo significado correto é a inflamação ou infecção do labirinto, o que é uma manifestação bastante rara.
Nos pacientes portadores de sintomas chamados de labirintites, como nas tonturas, tonteiras, vertigem ou zumbidos no ouvido, com essa origem, podem, quando estão em crise, sentirem dores de cabeça ou sensação de peso na cabeça, dores na nuca, nos olhos, pescoço, ombro, braços, peito.

Labirinto” é um órgão localizado junto aos ouvidos, que informam ao nosso cérebro, sobre a orientação espacial e do “equilíbrio” do nosso corpo. Tontura” (de acordo com o dicionário médico), é a instabilidade física associada com falta de equilíbrio.“Tonteira” são as sensações alterada de orientação no espaço. Vertigem” são as sensações de movimento oscilatório ou giratório do próprio corpo ou do entorno com relação ao corpo. Ao abaixar ou levantar ou rodar a cabeça, nos portadores de tontura, tonteira ou vertigem (chamadas labirintite), sentem perda desse equilíbrio. Essas alterações de equilíbrio podem ser pequenas, até casos que impedem de o paciente de executar as suas tarefas do dia a dia.
       Causas dos sintomas de Labirintite (ou Labirintopatia):
       1) Por problema de irrigação do labirinto.
       2) Uso de certos medicamentos.
       3) Hereditariedade.
       4) Causas Virais.
       5) Associadas aos sintomas de ATM, DTM e estresse.
Sintomas de origem músculo - ligamentar, como tonturas ou vertigens (labirintites), atrapalham muito a qualidade de vida do paciente. Principalmente, devido ao receio que a tontura volte a aparecer, a qualquer momento. Também pode prejudicar bastante, suas atividades profissionais.
Alguns desses sintomas, como os zumbidos (tinnitus) e ouvido tampado, podem ser causados pela alteração muscular, na válvula localizada na tuba auditiva. 
Tuba auditiva é um tubo que liga o ouvido médio e a cavidade nasal. Esse tubo é encarregado de equilibrar a pressão do ar externo no ouvido médio(ouvido médio - região localizado atrás do tímpano onde fica localizado os ossículos do ouvido). 
São os músculos que comandam a abertura e fechamento da tuba auditiva, através de uma válvula e um conjunto de dois músculos, que tem uma ligação com o palato mole. Normalmente ao deglutirmos, essa válvula se abre, regulando essa pressão (por isso que ouvimos um barulho dentro do ouvido, ao deglutirmos). Se esses músculos entrarem em espasmos (a semelhança o que ocorre nos olhos, pescoço e peito), nos problemas da ATM, podem interferir na abertura e fechamento dessa válvula, podendo causar sintomas de zumbido e a sensação do ouvido tampado (veja figura esquemática acima).

ATM (ou DTM) e problemas do labirinto:
Grande parte dos problemas do labirinto, como nas tonturas ou vertigens (chamadas de labirintite ou labirintopatia), podem ser relacionados por problemas de ATM ou DTM, pela má posição ou faltas de alguns dentes, entre outros problemas, que acabam “desequilibrando” os ligamentos (espécie de fio que une dois lados), os músculos e alguns outros componentes da face; levando o paciente, em muitos casos, a ter sintomas de tontura, tonteira, vertigem, sensações de ouvido tampado e alguns casos de zumbidos. Além das labirintites (labirintopatias), podemos ter sintomas de dor de cabeça ou dores reflexas no ouvido, olhos, músculos peitorais, fotofobias (aversão a luz), estalos na movimentação da boca, enjôos, bruxismo, torcicolos, entre outros problemas, cujo tratamento é feito por nós, odontologistas.
Quando estamos em situação de estresse, por exemplo, podem ocorrer o aparecimento ou o aumento dos sintomas de tonturas ou vertigens (chamadas de labirintites), entre outros sintomas, em paciente com problemas de desequilíbrios ligamentares e musculares, devido à maior tração exercida nesses ligamentos e músculos, já tensionados, por por não estarem na posição de conforto. O mesmo pode ocorrer, com os músculos que estão em volta da cabeça, gerando dores de cabeça, como a enxaqueca, migrânea ou cefaleia tensional; sintomas esses, às vezes, bastante intensos.

Dores de Cabeça: Enxaquecas, Migrâneas e Cefaleias Tensionais:
Mas, qual a origem das maiorias sintomas de dor na cabeça? Mais de 90% são de origem muscular, gerados, devidos a um aumento excessivo na produção de ácido láctico, pelos músculos, devido a sobretensão que ocorre, nos músculos localizados em torno da cabeça, gerando, com isso, sintomas de dor de cabeça (essa sobretensão, acaba gerando espasmos, nesses músculos – conhecida como câimbras musculares – problema semelhante, do que ocorre nas pernas).
Para que isso não ocorra é necessário que os músculos, quando não utilizados, estejam na posição de repouso (ou equilíbrio); quando isso não ocorre, temos sintomas de dor. Quando esse esforço muscular é muito grande pode haver uma parada na atividade desse músculo (para evitar um mal maior, como uma lesão nesse músculo), gerando limitação ou dificuldade de abrir a boca em alguns casos.

Sorrisão # 6

Já foram exibidos neste blog alguns sorrisos famosos de dar medo! São verdadeiros maus exemplos de cuidado com os dentes!
Então, vamos mostrar alguns bons exemplos! Belos sorrisos de celebridades!


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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Qual escova de dentes escolher?




Existe no comércio diversos tipos de escovas de dentes, de marcas, tamanhos e formatos diferentes. Todas dizem ser as mais recomendadas pelos dentistas! Mas afinal qual é a melhor escova de dentes? Que características você deve encontrar em uma escova de dentes?

A Origem da Escova de Dente
A escova mais antiga  de que se tem noticia foi encontrada numa tumba egípcia de 3 mil anos a.C. era um pequeno ramo com ponta desfiada até chegar às fibras, que eram esfregadas contra os dentes.
A primeira escova de dentes foi usada na China, em 1498, mas suas cerdas eram feitas com pêlos de porco. Mais tarde, estes foram substituídos por pêlos de cavalo. Os pêlos eram amarrados em varinhas de bambu ou pedaços de ossos.
Muito tempo depois, percebeu-se que escova de pelos de animais juntavam umidade, prejudicial à higiene da boca, por causa do mofo. Além disso, as extremidades pontiagudas das cerdas feriam as gengivas.
Em 1938, a DuPont desenvolveu as cerdas de náilon, usadas hoje em dia. 
A escova elétrica foi desenhada, na verdade, por um suíço. No entanto, foi desenvolvido nos EUA, em 1961, pela empresa Squibb, com o nome de Broxodent.

Qual escova de dente escolher?

A escova de dente é um utensílio utilizado na higiene bucal. Promove, associada ao creme dental, a limpeza, a proteção e uma maior durabilidade dos dentes. Recomenda-se utilizá-la sempre após as refeições para a manutenção de uma boa dentição.
A higiene ideal é aquela em que se consegue alcançar e limpar todos os dentes, principalmente, os de trás, que são os de mais difícil acesso. Para isso, é fundamental selecionar uma escova com dimensões adequadas. Outras propriedades, como a dureza das cerdas, por exemplo, também devem ser consideradas ao se escolher uma escova de dente.
De acordo com a norma internacional, as escovas são classificadas, quanto ao grau de dureza de suas cerdas, em: Macia, Média e Dura. O que os dentistas recomendam é o uso de uma escova de dentes com cerdas de dureza média e macia, que realizam uma limpeza adequada dos dentes sem desgasta-los e massageia a gengiva sem ferir. As cerdas devem ser arredondadas e com tufos concentrados e tamanhos uniformes. O cabo deve ser confortável para o manuseio, os flexíveis são bons para quem escova com muita força.
A cabeça de uma boa escova de dente não pode ser muito grande pois você terá dificuldade de escovar alguns dentes. O recomendado é uma escova com cabeça pequena, para poder mais facilmente alcançar todas as áreas da boca, como por exemplo, os dentes posteriores.
“As escovas mais simples são as melhores”, diz o dentista paulista Marcelo Machado, do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo. “Muitos dos apetrechos tecnológicos existentes em certos modelos mais modernos de escovas, como o massageador de gengiva, por exemplo, são dispensáveis. Fazem parte do marketing dos fabricantes”, afirma Machado. 
No caso das crianças, são recomendadas as escovas de cerdas macias, cabo anatômico, boa empunhadura e poucas reentrâncias. Por isso, é fundamental usar de bom critério na hora da aquisição de uma escova tendo em vista a variedade de modelos disponíveis.


Escovas de Dente Elétricas

Muitas pessoas costumam comprar escovas elétricas acreditando que oferecem uma escovação de qualidade superior só porque utilizam de uma tecnologia mais avançada. Na verdade as escovas elétricas oferecem maior vantagem para pessoas que possuem alguma dificuldade motora. É uma escova ótima para idosos.
Vantagens da escova de dentes elétrica:
  • Motivação do paciente, em especial crianças.
  • Utilização por pessoas com incapacidades de movimentos.
  • Diminuição na força da escovação.
Desvantagens da escova de dentes elétrica:
  • Se mal utilizadas podem causar sensibilidade e problemas periodontais.
  • Preço.
  • Menor eficiência na escovação em comparação com escovas de dentes manuais.
  • Perda de eficiência, as pilhas vão gastando e devem ser substituídas regularmente, o que nem sempre se observa.
  • A escova elétrica com o passar do tempo acumula detritos difíceis de limpar.
Escova de Dente Unitufo

Como complemento à escovação e ao uso do fio dental ou escova interdental, a Unitufo proporciona uma higienização oral completa e perfeita, de forma individualizada. Possui tufos de cerdas macias e em formato cônico para limpeza dental e gengival adequada. Há certos dentes localizados em um ângulo de difícil acesso como os molares – os dentes que ficam no fundo, tanto na arcada superior quanto na inferior. Para alcançar até a parte de trás destes dentes, recomenda-se o uso das escovas Unitufo. Também pode ser usado para o tratamento de implantes e pontes, ou dentes isolados que podem ser mal posicionado na boca e higienização em torno de aparelhos ortodônticos.


Escova de Dente Interdental

O uso de fio dental é parte fundamental para finalizar o processo de limpeza oral iniciado pela escova de dente, eliminando eventuais detritos e bactérias que permanecem nos espaços aonde a escova não chega. É possível, entretanto, complementar ou substituir o velho fio dental por escovas interdentais, consideradas mais eficientes na higienização da região proximal, ou seja, localizada entre os dentes.

Cuidados com a Escova de Dente

A escova de dente requer cuidados especiais, como lavar as mãos antes da escovação.
O melhor local para guardar a escova de dentes é dentro do armário, longe das bactérias e insetos que podem circular por um banheiro. Após o uso, deve-se lavar bem a escova e eliminar o excesso de água com uma pequena batida no canto da pia, pois enxugá-la na toalha não é adequado.
Os fabricantes e dentistas recomendam trocar de escova a cada dois ou três meses, ou quando as cerdas estiverem deformadas ou gastas. É muito importante trocar de escova depois de uma gripe ou resfriado para diminuir o risco de nova infecção por meio dos germes que aderem às cerdas.

O importante é que nenhuma escova faz a limpeza sozinha. É preciso treinar o posicionamento correto e aprender a passar as cerdas por todas as superfícies dentais que ficam expostas. A remoção da placa acontece com movimentos pacientes e suaves, que não machucam as gengivas.