domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sorrisão #15

Não poderia faltar o sorriso desta personagem tão importante! 
É impossível não saber de quem se trata este sorrisão!
Para não ter dúvidas coloquei várias fotos do mesmo sorriso, porque ela merece este destaque!



Se você ainda não sabe que é, clique nas imagens!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Protetor Bucal para Esportistas


Os traumatismos dentários ocorrem com freqüência durante a prática de esportes. Segundo uma estimativa da National Youth Sports Foundation, mais de 5 milhões de dentes são perdidos devido as atividades esportivas, anualmente. Conforme um estudo da American Dental Association – ADA, mais de 200 mil traumas orais são evitados graças aos protetores bucais. Os protetores bucais mantém os tecidos moles separados dos dentes, prevenindo a laceração dos lábios contra os dentes durante o impacto, além de reduzir e distribuir forças dos impactos frontais diretos que, de outro modo, causariam fraturas. 

O que é um protetor bucal?
Um protetor bucal é um aparelho que se encaixa nos dentes para protegê-los de qualquer tipo de impacto. Os protetores bucais devem ser usados sempre que a pessoa participa de atividades esportivas que envolvam a possibilidade de quedas, contatos físicos bruscos ou choques com objetos voadores, tais como futebol, basquetebol, beisebol, rugby, hóquei, skates, ginástica, ciclismo ou qualquer atividade que possa produzir ferimentos na área da boca. Os protetores bucais geralmente cobrem os dentes superiores e são projetados para evitar a fratura de dentes, corte nos lábios ou qualquer outro dano à boca. Se você estiver usando aparelho ou prótese dentária na arcada inferior, é provável que seu dentista sugira o uso de protetor bucal nos dentes inferiores também.

Quais os tipos de protetores?
Existem, basicamente, dois tipos de protetores bucais: o "ferve-e-morde" e o personalizado.
Eles são usados na arcada dentária superior, o local mais vulnerável aos traumas. Se o atleta usa aparelho ortodôntico fixo, o protetor é colocado em ambas as arcadas, pois a possibilidade de ferimentos é maior.
O "ferve-e-morde" é um protetor bucal feito de silicone, vendido em lojas de material esportivo, em tamanho único. Para usá-lo, o esportista precisa adaptá-lo à sua boca. É necessário que o atleta fique de boca fechada durante a competição para que o protetor não caia. Esse aparelho dá uma falsa sensação de segurança. Como não se adapta perfeitamente à boca, pode causar ferimentos nos desportistas.
O protetor bucal personalizado é um aparelho bem mais sofisticado. Trata-se de uma placa de silicone prensada sobre o modelo de gesso. Pelo fato de ser confeccionado sobre o modelo da arcada, adapta-se perfeitamente à boca, oferecendo maior conforto e maciez. Podendo ser colorido ou transparente.
Para colocá-lo o atleta necessita fazer, no mínimo, duas consultas. A primeira é um exame clínico para avaliação de suas condições bucais, tipo de mordida, se usa aparelho ortodôntico e outras informações. Também, nessa fase, costuma-se fazer a moldagem da arcada superior e escolhe-se a cor. A segunda serve para a colocação do protetor e ajustes, caso sejam necessários.
Os protetores orais pré fabricados não se ajustam com tanta precisão ao maxilar como os protetores fabricados sob medida e interferem na capacidade de respirar e falar. Como devem ser aquecidos em água e modelados diretamente na boca, na maioria dos casos as pessoas mordem errado e ficam com o protetor defeituoso, mais espesso de um lado e menos espesso do outro, causando assim uma falsa proteção e um enorme desconforto. 
Protetores Pré-fabricados, vendidos em lojas de artigos esportivos, podem dificultar a respiração e fonação além de não se adaptarem corretamente nos dentes, podendo cair.
De uma simples caminhada até um esporte de alto impacto, os protetores são sempre recomendados. Eles podem ser fabricados em 3 níveis de proteção. Confira as indicações, e características dessas diferentes opções de protetor na tabela a seguir: 

·        Leve
Indicação: academia, caminhada, corrida, ciclismo, hipismo, futebol, voleibol, handbol, etc.
Espessura: 1 camada de 1,5 a 3,0mm
Material: E.V.A.



·        Médio
Indicação: luta livre, judô, basquete, beisebol, MotoCross, skate, patins, etc.
Espessura: 2 camadas de 1,5 a 3,0mm cada, total 23,0 a 5,0mm
Material: E.V.A.

·        Pesado
Indicação: profissional, boxe, vale tudo, karatê, etc.
Espessura: 1ª camada de 1,5 a 3,0mm (E.V.A.); 2ª camada de 0,5 mm (polietileno, material rígido); 3ª camada de 1,5 a 3,0mm (E.V.A.)



Quanto tempo dura um protetor bucal?
O ideal seria trocar seu protetor bucal a cada temporada porque, com o passar do tempo, se desgastam e o coeficiente de proteção se reduz. É importante que os adolescentes troquem seus protetores com certa freqüência porque tanto a boca quanto os dentes estão em fase de crescimento. Muitos esportistas pedem que seu dentista faça novos protetores sempre que fazem a revisão dentária, a cada seis meses.
Cristiano Ronaldo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Importância da Saliva x Xerostomia

De acordo com os ensinamentos do TAO (filosofia chinesa), a língua é considerada a abertura para o coração. Os sentimentos - como ódio, amor, afeto e rejeição – estão localizados no coração e estão sendo estimulados pela língua. Para os taoistas, a saliva ou "o orvalho celeste" é sagrada e tratada com respeito, devido ao seu poder natural de cura. Em condições ideais de saúde, o ser humano produz aproximadamente um litro e meio de saliva por dia. A saliva é importante porque tem um papel fundamental na formação do bolo alimentar, favorecendo a digestão e a deglutição; ela proporciona uma lavagem físico-mecânica, que facilita uma melhor movimentação da língua e dos demais músculos; além de atuar na proteção da mucosa da boca ela controla a microbiota bucal, estabelece e mantém o pH do meio; atuando no processo de defesa contra cárie dental. Apesar da produção localizada na boca, as mudanças dos padrões salivares, como quantidade e qualidade, podem favorecer a manifestação de doenças em outras partes do corpo humano. A pouca salivação é uma das causas da esofagite, uma inflamação no esôfago que pode evoluir para úlcera.

Você sabe o que é Xerostomia?

Xerostomia ou boca seca significa que você não produz saliva suficiente para manter sua boca úmida ou por algum fator químico ou físico, tem o seu fluxo salivar interrompido ou diminuído. Todos podem ter a boca seca, especialmente se estamos sob estresse, mas se você tem a boca seca sempre ou a maior parte do tempo, isto pode ser desconfortável, causando problemas de saúde mais sérios ou ainda podendo indicar a existência de uma doença mais grave. Isto porque a saliva faz muito mais do que simplesmente manter a boca úmida, ela ajuda a digerir o alimento, proteger os dentes das cáries, prevenir infecções, já que ela controla as bactérias da boca, além de tornar possível a mastigação e a deglutição. 


Há várias razões que levam as glândulas que produzem saliva (glândulas salivares) não funcionarem adequadamente. São elas:



• Efeitos colaterais de alguns medicamentos: Mais de 400 remédios podem causar boca seca, incluindo anti-histamínicos, descongestionantes, analgésicos, diuréticos e remédios para pressão alta e depressão.



• Doenças: Doenças que afetam as glândulas salivares tais como diabetes, doença de Hodgkins, mal de Parkinsons, HIV/AIDS e síndrome de Sjögren



• Radioterapia: As glândulas salivares podem ser danificadas se sua cabeça ou pescoço forem expostos à radiação durante o tratamento de câncer. A perda da saliva pode ser total ou parcial; permanente ou temporária.



• Quimioterapia: Drogas utilizadas no tratamento contra o câncer podem tornar a saliva mais espessa ou mais viscosa, causando a sensação de secura na boca.


• Menopausa: Mudanças nos níveis de hormônios afetam as glândulas salivares deixando as mulheres durante e após a menopausa com uma sensação constante de secura na boca.


• Fumo: Muitos fumantes de cachimbo, charuto e cigarro apresentam boca seca.



Como saber se tenho boca seca?



Nós todos temos a boca seca de vez em quando, mas quando esta sensação persiste você pode estar com um problema na produção de saliva. Os sintomas de boca seca incluem:



• Sensação de secura e boca pegajosa;



• Dificuldade de deglutição;



• Sensação de queimação na língua;



• Sensação de secura na garganta;



• Lábios rachados;



• Paladar reduzido ou com gosto metálico na boca;



• Feridas na boca;



• Mau hálito freqüente;



• Dificuldade de mastigar e/ou falar.



Como tratar a boca seca?



A única maneira definitiva de curar a boca seca é tratando sua causa. Se o seu problema é resultado de medicação, seu médico poderá mudar sua prescrição ou dosagem. Se suas glândulas salivares não funcionam normalmente, mas ainda produzem alguma saliva, seu médico poderá lhe dar um medicamento que ajude as glândulas a funcionarem melhor. 



Se por algum motivo a causa de sua boca estar seca não puder ser eliminada você poderá restaurar a umidade de sua boca de diversas maneiras. Seu dentista pode recomendar hidratantes bucais, como substitutos da saliva ou enxágües com soluções bucais especialmente formuladas para diminuir a secura, o que também pode aliviar o problema. 



Você também pode:



• Beber água ou bebidas sem açúcar com freqüência;



• Evitar bebidas com cafeína, como café, chá ou alguns refrigerantes, que também podem causar a secura da boca;



• Mascar gomas sem açúcar ou chupar balas duras sem açúcar para estimular o fluxo de saliva (se houver alguma glândula salivar funcionando);



• Não utilizar tabaco ou álcool, que ressecam a boca;



• Estar ciente de que alimentos condimentados ou salgados podem causar dor em uma boca seca;



• Utilizar um hidratante bucal durante a noite



Se a causa estiver ligada a interrupção mecânica de Glândulas Salivares Maiores, um procedimento cirúrgico poderá ser recomendado. Consultar sempre um especialista para avaliar o grau de xerostomia, determinar suas causas exatas e seus tratamentos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia de Santa Apolônia – Padroeira dos Dentistas


Santa Apolônia fez parte de um grupo de virgens martires que padeceram em Alexandria no Egito, durante um levante local contra o Cristianismo antes da perseguição de Décio. De acordo com a lenda, durante sua tortura teve ainda todos os seus dentes violentamente arrancados ou quebrados. Por esta razão, é popularmente considerada como a padroeira dos dentistas e daqueles que sofrem de dor de dente ou outros problemas dentais. Sua festa é celebrada no dia 9 de fevereiro.
Relicário contendo um dente supostamente de Santa Apolônia, na Catedral do Porto.
Oração à Santa Apolônia
Oh, bom Deus!
Rogamos que a intercessão da gloriosa e mártir de Alexandria, Santa Apolônia, nos livre de todas as enfermidades do rosto e da boca.
Lembrai-vos principalmente das criaturas inocentes e indefesas.
Afastai, se possível, a amargura das dores de dentes.
Iluminai, fortificai e protegei os cirurgiões-dentistas, para que sempre se dediquem ao próximo com o amor que de vós emana e nos seja dado usufruir de vosso reino... Santa Apolônia, intercedei por nós.
Amém.


Cuidados com o aparelho ortodôntico fixo



As colagens resistem às forças geradas para movimentar os dentes, mas não suportam forças exageradas, transmitidas quando se morde fortemente os alimentos ou objetos duros. Portanto, estão terminantemente PROIBIDOS drops, balas, pastilhas, gelo, côco, doces duros e/ou pegajosos, caramelos, torrones, quebra-queixo, puxa-puxa, milho verde, pipoca, cana, frutas verdes ou fiapentas e chicletes. Morder objetos duros como canetas e lápis também deve ser evitado. Tome bastante cuidado para não quebrar o aparelho, pois as quebras atrasam a seqüência das consultas, e quando são freqüentes impossibilitam o término do tratamento no período combinado.

Nos primeiros dias, a mucosa dos lábios poderá ficar sensível, pelo seu atrito com os bráquetes. Neste caso, coloque um pedaço de cera (que lhe será fornecida) sobre a peça que estiver incomodando. Após alguns dias, forma-se uma camada mais resistente sobre a mucosa, dando fim a este desconforto.

Para a obtenção de uma boa saúde oral é imprescindível uma higiene bucal eficiente. Com o uso do aparelho ortodôntico, essa higiene se torna ainda mais importante e um pouco mais demorada de ser executada. Porém, para se evitar o aparecimento de cáries, manchas brancas e problemas na gengiva, é importantíssimo que diariamente seja feita uma escovação detalhada utilizando-se tanto a escova convencional quanto a escova interdental, que seja utilizado um fio dental específico para quem usa aparelho, e por fim, que seja feita um bochecho, à noite antes de deitar, de uma solução fluoretada, normalmente encontrada em farmácias e supermercados.

Todo paciente que usa aparelho deve saber que ao ajudar o seu ortodontista, mais rapidamente terminará a correção dos dentes. Além de ter que colaborar com o uso de aparelhos extra-orais e elásticos intra-orais, precisa ter cuidado com a higiene.

A instalação do aparelho ortodôntico fixo e a presença de braquetes (peças coladas nos dentes), bandas (anéis cimentados nos dentes), fios e demais acessórios fazem com que aumentem as áreas que retêm os alimentos, provocando, assim, um maior acúmulo de placa bacteriana. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção. Aumentando o risco de cáries e doença periodontal.

Existem no mercado escovas dentais próprias para a higiene do aparelho fixo, com pequenos tufos, com cerdas recortadas em forma de “v” para facilitar na limpeza dos braquetes e as com duas fileiras de cerdas. A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada: ela machuca a gengiva e provoca erosão (cavidades) nos dentes. Os movimentos com a escova no sentido da gengiva para os dentes, como se estivesse “varrendo” e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.
 É normal sentir uma pequena mobilidade nos dentes no percurso do tratamento.
No início do tratamento e de depois de cada manutenção, o aparelho ortodôntico pode fazer com que os dentes fiquem doloridos. Nesse caso aconselha-se o uso de um analgésico leve, devidamente receitado pelo seu ortodontista.
No caso de desconforto é essencial fazer a alimentação com alimentos de fácil ingestão, de preferência líquidos ou pastosos.



Como limpar o aparelho?


- Antes de escovar os dentes, os elásticos e aparelhos extra-orais devem ser removidos.
- A escova deve ser direcionada num ângulo de 45º, com as cerdas direcionadas para a junção entre os dentes e gengiva. É importante também massagear as gengivas enquanto os dentes são escovados, de forma a fortalecê-las e remover partículas de alimento que ficam presas por baixo do aparelho.

- Existem diferentes técnicas de escovação. A mais adequada é aquela que consegue limpar os dentes, as gengivas e o aparelho da melhor maneira possível e ao alcance do paciente. O que importa é lembrar sempre de limpar a parte da frente, de trás e de cima dos dentes, o que leva em média 10 segundos por dente. Os espaços entre os dentes são limpos com o fio dental.

- O aparelho pode ser limpo com a escova em 45º. É importante limpar por dentro e ao redor de todos os fios e braquets que compõem o aparelho. Para limpar os dois lados do fio, basta inverter a posição da escova, passando a limpar os fios primeiro de cima e depois por baixo.

- As superfícies internas devem ser limpas com a escova inclinada sobre os dentes, formando um ângulo de 90º. A escova deve atingir a parte de trás dos dentes inferiores e superiores da frente e principalmente de trás, onde a visualização as vezes é mais difícil.

- Ao final, é importante fazer um bochecho completo com água pelo menos duas vezes. Para saber se o aparelho está limpo, basta olhar no espelho e olhar se ele está brilhando.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Sorrria

"E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão"
Fernando Pessoa

Tratamento Endodôntico (canal)

Canal radicular é a parte das raízes dos dentes por onde passa o conjunto de vasos e nervos que ligam os dentes ao sistema nervoso central. Pode-se dizer, também, que é o espaço ocupado pela polpa dentária radicular. Em conseqüência de cáries não tratadas e que atingem a raiz, quando ela ainda se encontra com vitalidade, penetrando na câmara pulpar numa forma de invasão, contaminando esta região, a qual se isto não acontecesse, permaneceria fechada, sem contato com o meio externo. As proteções maiores estão no esmalte e na dentina. Quando chega na polpa, a invasão é rápida e fácil, desencadeando o processo de infecção dos canais radiculares. Este é o momento em que os canais precisam ser tratados, inclusive porque, na sua fase aguda, com os microorganismos enclausurados nos tecidos, a dor é intensa, chegando em muitos casos a ser insuportável.

O tratamento do canal consiste na retirada da polpa do dente, que é um tecido encontrado em sua parte interna. Uma vez que a polpa foi danificada, infeccionada ou morta é removida, o espaço resultante deve ser limpo, preparado e preenchido. Este procedimento veda o canal. Alguns anos atrás, os dentes com polpas infeccionadas ou mortificadas eram extraídos. Hoje em dia, um tratamento de canal salva muitos dentes que de outra forma teriam sido perdidos.

Os casos mais comuns de polpa infeccionada ou morta são:
- Dente quebrado
- Cárie profunda
- Dano ao dente, como um trauma forte, seja ele recente ou mais antigo.


A primeira parte do tratamento de canal é sua desinfecção, quando se removem os restos pulpares com dentina infectada e outras substâncias estranhas das paredes dentinárias. Esta etapa é mecânica, mas inclui a utilização de elementos químicos, como o hipoclorito de sódio para lavagem dos condutos. Sua complementação é feita com medicação para ação regenerativa indutora da formação de uma capa dura de hidróxido de cálcio para sua proteção, na forma de um recobrimento direto ou indireto. Conclui-se o tratamento do canal com sua obturação definitiva, fase que só acontece após um fechamento provisório por 24 horas, para melhor avaliação do tratamento feito. De acordo com as necessidades de abertura do canal, pela perda de dentina e esmalte, a obturação é feita para permitir maior resistência ao dente, ou ainda, para que o mesmo possa receber uma restauração metálica ou servir de suporte para confecção de uma prótese apoiada em sua estrutura remanescente.

Todos os dentistas aprendem a fazer tratamentos de canal. Os canais dos dentes anteriores, além de serem unitários, são retos e de mais fácil tratamento. Os pré-molares têm dois canais e os molares três, sendo, nestes últimos, comuns os canais curvos em função de serem tortas as raízes de muitos dentes. Canais curvos, e com canais secundários são de mais difícil tratamento, motivo pelo qual alguns profissionais preferem optar por encaminhar este tipo de paciente a especialistas. Os especialistas em tratamento de canais são chamados de endodontistas e, normalmente, preferem que os pacientes venham indicados por seus dentistas, para saberem de antemão o que pretendem estes colocar sobre o dente que terá seus canais tratados. Canal só dói se não tratado. Feito o tratamento, não dói mais.

Qual a durabilidade de um dente restaurado?
Os dentes restaurados podem durar a vida toda quando tratados adequadamente. Devido ao fato de ainda ser possível o aparecimento de cárie em um dente tratado, uma boa higiene bucal e exames dentários regulares se fazem necessários, a fim de evitar problemas futuros. Como não há mais uma polpa viva que mantenha o dente hidratado, os dentes com raiz tratada podem se tornar quebradiços e mais sujeitos à fratura. Este é um importante aspecto a ser levado em conta quando for optar entre uma coroa ou restauração após o tratamento de canal. Para se determinar o sucesso ou fracasso do tratamento de canal, o método mais confiável é comparar novas radiografias com aquelas tiradas antes do tratamento. Esta comparação mostrará se o osso continua sendo destruído ou se está sendo regenerado.

Tratar o canal muda a cor do dente?
As mudanças de cor são mais encontradas nos dentes anteriores de canino a canino, em ambas arcadas. Ocorrem nas outras peças dentárias, porem pela localização, estrutura e condições de iluminação da cavidade oral não apare cem com tanta agressão estética. A mudança é marcada por diferentes tonalidades, que se iniciam do amarelo fraco passando até marrom podendo chegar ao cinza, produzindo efeitos estéticos localizados desagradáveis no conjunto facial, O quadro clínico é devido geralmente a hemorragias internas derivadas da polpa (nervo) ou de restos orgânicos, materiais indesejáveis de tratamentos de canal com técnica deficiente na toalete final. O sangue ex posto após a coagulação começa a sofrer reações químicas em sua degradação, com formação de óxidos ao seu final. São os óxidos os responsáveis pelas modificações de cor nos dentes e raízes. O processo é de longa duração, contínuo e cada vez mais agressivo no que se refere a estética dentária da bateria labial. Cuidados técnicos precisos na fase de limpeza final da câmara pulpar, prevenção através da busca de trabalhos de diagnóstico precoce de morte pulpar, principalmente após acidentes que envolvam trauma ou batidas nos dentes. Nos casos já manifestos é pela técnica de clareamento que conseguimos o retomo estético desejável.

Instrumentos de Canal fraturados causam algum mal?
O instrumental usado nos tratamentos de canal são forjados em aço possuindo diferentes formas anatômicas, com estrias, farpas, ranhuras, que servem para rasparem os canais. Os especialistas no trabalho cirúrgico promovem movimentos de raspagem, rotação, torção, transição que podem involuntariamente produzir a fratura ou ruptura do instrumental. No arsenal moderno a disposição dos especialistas em endodontia encontramos o Ultra Som, que muito tem contribuído para remoção ou passagem destes obstáculos no interior dos canais. O instrumental atual é seguramente mais resistente as rupturas, novas ligas de compostos mais eficazes nos asseguram dados estatísticos menores com referência a este acidente. A complexidade de cada caso é identificada pelo tipo de instrumento faipado-estriado) ou a altura no conduto em que ocorreu o acidente. A missão do endodontista é remover ou passar pelo fragmento, após alargando o possível para que a obturação seja concluída. Nos casos em que não conseguirmos passar pelo obstáculo e que não houver lesão apical presente, devemos obturar até o obstáculo e proservarmos em 90/180 dias com controle radiográfi co. Nos casos em que existe lesão apical devemos optar num primeiro momento por uma observação radiológica em 90 dias após a obturação, não observando-se reversão do quadro, fica a indicação da cirurgia periapical como atitude final. A presença física de um instrumento de canal no interior de um conduto radicular assim como sua permanência não causa nenhuma mal a saúde geral. Instrumentos fraturados são obstáculos na execução da técnica de tratamento de canal. No geral as suas permanências nos canais não causam distúrbios à saúde dos pacientes portadores.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Comunidades de Dentista!

No Orkut encontramos centenas de comunidades relacionadas à Odontologia, algumas são bem interessantes, como:









Trocas de restaurações metálicas por restaurações estéticas da mesma cor do dente



Conhecidas, popularmente, também como obturações, elas antigamente eram feitas somente com amálgama ou silicato, que, quase sempre, não lhe brindavam uma boa estética ou durabilidade. Elas restauram a parte dos dentes que teve de ser removida por estar cariada. Se forem na região anterior ou na face oclusal (a que se enxerga quando abrimos a boca), a questão estética é fundamental, visto que podem alterar nosso sorriso, para melhor ou para pior. Melhor se não aparecerem e pior se notarmos que existe a restauração.

Hoje existem resinas compostas que fazem com que suas restaurações sejam totalmente imperceptíveis. Além de corrigirem obturações feias ou antigas, permitem que se corrijam defeitos, fraturas, diastemas (espaços entre os dentes) e até alguns pequenos maus posicionamentos dos dentes. Acertam as cores, deixando-as como os demais dentes, ou ainda, através de colocação de facetas (como se fossem unhas postiças) corrigindo toda a estética do sorriso e mudando totalmente a sua fisionomia facial. O indicado para este tipo de trabalho é o especialista em dentística restauradora e, entre estes, os que dão ênfase à estética. Se suas restaurações antigas estão boas, não apresentam sensibilidade ao frio e ao calor, não existe outro motivo que não o estético para trocá-las. Isto é uma vantagem porque lhe permite escolher com tranqüilidade qual o momento certo para fazer a sua mudança facial e analisar com detalhes tudo o que você gostaria de mudar.

A troca de restaurações de amálgama por restaurações da cor do dente deve ser feita de modo consciente. O dentista deve avaliar qual o estado da atual restauração, bem como a presença de cárie, fraturas, profundidade da restauração e o tempo que já estão na boca. A avaliação deve ser feita clinicamente e também com auxilio de exames de raio X. Outro fator a ser avaliado é a posição das restaurações, se estão em um local onde são facilmente visualizadas em hábitos normais como falar, comer, bocejar, justificando assim, sua troca por restaurações mais estéticas. Em seguida é necessário que seja feita a orientação do paciente, quanto à indicação ou não da troca da restauração, prós e contras do procedimento, e deixar a cargo dele a decisão de fazê-lo ou não.

Quando a opção for por fazer a troca das restaurações, duas opções de materiais podem ser utilizados. O primeiro é a porcelana, o segundo são as resinas compostas. A restauração de porcelana pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o dentista prepara o dente, molda, e a peça é fabricada pelo protético e em seguida cimentada pelo dentista. A resina composta pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão. O comportamento estético dos materiais é similar.

Vale ressaltar que as restaurações de amálgama geram uma pigmentação acinzentada do esmalte. Nos casos em que isto acontece, a troca da restauração melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois para isso seria necessária a remoção completa do esmalte pigmentado, desgastando assim, esmalte sadio, perdendo estrutura dental, e o dente que estava bem pode vir a ter sensibilidade.

A manutenção das restaurações estéticas é basicamente a manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas. 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sorrisão #14

QUEM É A DONA DESTE BELO SORRISO???


JÁ SABE QUEM É? 
DAREI ALGUMAS OPÇÕES:
a) Mariah Carey
b) Shakira
c) Gisele Bündchen
d) Jennifer Aniston
e) Shania Twain

SE VOCÊ AINDA NÃO DESCOBRIU CLIQUE NA IMAGEM!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fluorose Dentária


A partir do final do século XIX dentistas chamaram a atenção para populações restritas com manchamento dos dentes com coloração marrom. Descobriram que a causa deste defeito nos dentes estava associada a presença natural de flúor na água de abastecimento público e ao mesmo tempo que estas populações tinham um baixo índice de cáries. Desde então milhares de conferências e estudos científicos são desenvolvidos para entendermos os mecanismos de ação do flúor e seu efeito na prevenção de cárie, ação sistêmica e ação tópica de flúor, a distribuição do flúor no corpo humano, ingestão apropriada do flúor nos dias atuais e o seu risco de toxicidade.

E O QUE É FLUOROSE DENTAL?
A fluorose dental é um defeito estético no esmalte sob forma de estrias, pontos ou manchas na cor branco-opaco até amarelo ou marrom provocadas pelo excesso de flúor ingerido durante longos períodos (toxicidade crônica).



Ocorre durante a odontogênese ou processo de formação dos dentes. Este processo inicia a partir do 1º trimestre de gravidez, quando se inicia a mineralização dos incisivos decíduos, até aproximadamente os 8 anos de idade, quando se formam os segundos molares permanentes. Sua severidade e distribuição depende da concentração do flúor, durante quanto tempo foi ingerido, estágio de formação do esmalte e de variações individuais em relação à suscetibilidade. Porém outros fatores também importantes influenciam a severidade da fluorose como: estado nutricional, baixo peso corporal, períodos de crescimento e remodelamento ósseo, altitude e alteração da atividade renal.

COMO OCORRE A FLUOROSE, COMO O FLÚOR É ABSORVIDO PELO ORGANISMO?
 Quando uma solução fluoretada passa pela boca, uma parte interage com as estruturas dentais por contato e uma pequena parte é absorvida através da mucosa bucal. Da quantidade ingerida, no trato gastro-intestinal sua absorção ocorre principalmente no estômago. A quantidade e a composição dos alimentos no estômago no momento da ingestão do flúor determinarão a quantidade e o índice de absorção do flúor. Se o estômago estiver preenchido com alimentos parte do flúor será excretado nas fezes e não será absorvido. Mas se qualquer forma de flúor for ingerida com estômago vazio, geralmente haverá completa absorção. Outra porção do flúor cai na corrente sangüínea, deposita-se nos tecidos mineralizados do corpo principalmente nos ossos. Finalmente, o restante é excretado pela urina, fezes e suor e uma pequena quantidade retorna à cavidade bucal, através da saliva e fluido gengival.

No Brasil, uma grande parcela da população tem contato com o flúor através da forma sistêmica (fluoretação da água de abastecimento público, do leite, do sal, medicamentos com flúor, alimentos e bebidas com alto teor de flúor) e da forma tópica (cremes dentais, géis e fluoretos como soluções para bochechos). Com tantas fontes de flúor ao alcance da população se faz necessário um controle e monitoramento das empresas que fornecem e distribuem a água e através da vigilância sanitária critérios rígidos no controle dos alimentos e bebidas que contenham flúor.

A AÇÃO TÓXICA DO FLÚOR PODE SER DIVIDIDA EM DUAS SITUAÇÕES: AGUDA OU CRÔNICA
A toxicidade aguda ocorre quando uma grande quantidade de flúor é ingerida de uma só vez. Nos preocupamos portanto com os riscos que as crianças podem correr se alguns cuidados não são tomados. Então vejamos: para maior segurança foi sugerido dose de segurança, chamada de dose provavelmente tóxica. Esta dose estimada em 5,0mgF/K.

A toxicidade crônica acontece quando pequenas quantidades de flúor (dpt= 0,05 a 0,07 mgF/kg/dia) sistêmico ou tópico ocorrem durante longos períodos causando o manchamento do esmalte ou fluorose dental. O período de desenvolvimento em que os dentes estão mais sujeitos à fluorose parece ser entre 22 e 26 meses de idade perdurando o risco até 5,5 anos de idade. Nem todos os dentes são igualmente afetados pela fluorose dentária. Os dentes menos afetados são os incisivos e primeiros molares permanentes, ao passo que os pré-molares e outros molares permanentes são os mais gravemente afetados.  

CUIDADOS COM O USO DE FLUORETOS E CREMES DENTAIS
Crianças menores de 5 anos de idade ainda têm dificuldades em controlar a deglutição, logo também não sabem enxaguar, cuspir ou expectorar corretamente. Nessa faixa etária as crianças ingerem cerca de 30% da quantidade do creme dental usado. Se escovarmos de 2 a 3 vezes ao dia e a quantidade de creme dental for maior do que uma ervilha, esta quantidade é de risco considerável para fluorose. Não esquecendo que além do creme dental ingerido também temos o consumo da água fluoretada e outras fontes.

No Brasil todos os dentifrícios devem conter uma concentração mínima de 600 ppm de flúor pelo prazo de 1 ano, a partir da data de fabricação. A maioria dos cremes dentais contém entre 1000 e 1500 ppm de flúor e estão sob vigilância sanitária.

Segundo pesquisas o uso de dentifrícios fluoretados antes de dois anos de idade é responsável por 72% dos casos de fluorose. Por este motivo os pais devem supervisionar na escovação tanto a limpeza como a quantidade de creme dental utilizado.

Atualmente recomenda-se utilizar o creme dental com flúor uma vez ao dia na quantidade de um grão de arroz com a presença dos molares decíduos em boca, o que ocorre por volta dos 18-24 meses da criança. Mas estando a criança com uma alimentação equilibrada e assistida pelo dentista esta poderá utilizar o creme dental sem flúor até que o profissional indique o momento de trocar para o creme dental com flúor. Desta forma a criança correrá menor risco de fluorose.