sábado, 30 de julho de 2011

Odontologia Alternativa – Técnicas naturais no dentista

Métodos odontológicos não convencionais já são aliados da saúde bucal

A homeopatia, acupuntura, fitoterapia e hipnose estão cada vez mais presentes na Odontologia. Essas práticas integrativas e complementares à saúde bucal foram regulamentadas pela Resolução 82/2008 do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que, já no seu artigo 1o, permite o exercício do cirurgião-dentista nessas especialidades, desde que comprovadamente habilitado. Entretanto, poucos conhecem seus benefícios e métodos quando se fala em tratamento dentário.

A homeopatia pode ser empregada, por exemplo, quando o paciente que se submete a um tratamento odontológico apresenta-se em desequilíbrio – seja nos processos relacionados à estomatologia ou nas afecções gengivais, por exemplo –, o medicamento homeopático pode ser prescrito após minuciosa anamnese que visa determinar a substância que mais se assemelha ao estado em que se encontra o doente. A vantagem desse tratamento é a abordagem, pois esta leva em conta considerações que envolvem o indivíduo em sua totalidade. Além disso, o medicamento homeopático é aplicado em Odontologia não só como medida preventiva, mas também em casos de ansiedade, medo e outros estados emocionais alterados, visando o equilíbrio geral da pessoa.

A fitoterapia é o tratamento da doença mediante o uso de plantas e é caracterizada pela utilização de drogas de origem vegetal. Na Odontologia a fitoterapia é prescrita com posologia, assim como nos medicamentos alopáticos. As plantas medicinais e os fitoterápicos são medicamentos que podem apresentar algum grau de toxicidade e, por este motivo, só devem ser usados com acompanhamento profissional.

A acupuntura também é usada amplamente no tratamento odontológico, para dores orofaciais, problemas periodontais, halitose, paralisia facial, bruxismo e outros. E é considerada eficaz na analgesia ou anestesia para os procedimentos odontológicos.  Há dois tipos de acupuntura, a sistêmica e a auricular. Na primeira são utilizadas agulhas nos pontos por todo o corpo do indivíduo dentro de alguns meridianos. O principal meridiano para o tratamento da boca é o do estômago, que possui pontos que vão da face até os dedos do pé, passando pelo tórax e abdome. Já o segundo tipo de tratamento é baseado no conceito dos microssistemas, em que uma parte reflete o todo. Na orelha, por exemplo, estariam ‘estampadas’ as partes do corpo. Dessa forma, os pontos a serem tratados são localizados por meio de aparelhos eletrônicos e, posteriormente, fixam-se temporariamente pequenas esferas, microagulhas ou sementes (de mostarda, por exemplo), com esparadrapos, com o objetivo de estimular os pontos a serem tratados.

Outra prática alternativa é a chamada hipnodontia, quando se utiliza a hipnose no tratamento dentário. Segundo Regina Ceres, consultora de hipnose em Odontologia da ABO, este estado peculiar de consciência do indivíduo, que pode ser alcançado por um procedimento chamado “indução hipnótica”, é usado para: relaxamento do paciente; eliminação do medo, ansiedade e tensão; anestesia e analgesia; controle de ânsias e náuseas e de hemorragia, além de tratamento de bruxismo, entre outros. A hipnose é uma técnica efetiva e cientificamente comprovada, considerada uma ferramenta de apoio terapêutico para as áreas da Medicina, Odontologia e Psicologia, que se utilizam dos fenômenos produzidos pelo estado mental hipnotizado, para promover mudanças positivas na mente, no físico e no comportamento dos pacientes.

Sorrisão #17

Reunimos imagens de alguns sorrisos, nada bonitos, mas famosos!
Sorrisos monstruosos do cinema:
Gollum (Senhor dos Anéis)

Lord Voldemort (Harry Potter)

Coringa (Batman)

Freddy Krueger

Regan MacNeil (O Exorcista)

Ver edições anteriores aqui!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Toxina Botulínica na Odontologia


A substância ganhou fama nos tratamentos estéticos por retardar o surgimento de marcas de expressão. Mas, quem diria, também minora dores e disfunções mandibulares, sobretudo quando a gengiva aparece mais do que deveria.

A toxina botulínica é um veneno produzido pela bactéria Clostridium botulinium , que, em pequenas doses, auxilia no combate a diversos problemas. Ele é conhecido no meio médico desde 1960. É uma protease que causa denervação química temporária de músculos esqueléticos por bloqueio da liberação mediada por Ca+² de acetilcolina das terminações nervosas de neurônios motores alfa e gama (junção mioneural), produzindo um enfraquecimento dose-dependente, temporário da atividade muscular tornando os músculos não funcionais sem que haja efeitos sistêmicos. Entretanto acredita-se que o músculo inicia a formação de novos receptores de acetilcolina. À medida que o axônio terminal começa a formar novos contatos sinápticos, há um reestabelecimento da transmissão neuromuscular e retorno gradual à função muscular completa, geralmente com efeitos colaterais mínimos.

No dentista, a aplicação mais comum é no tratamento de bruxismo. Ao aplicar a toxina no masseter, um dos músculos da face, a tensão diminui. Assim, o tecido não tem força suficiente para promover o atrito entre os dentes, capaz de causar desgaste.

A toxina botulínica apresenta um potencial de emprego na área de atuação do cirurgião-dentista, como em casos de bruxismo, hipertrofia do masseter, disfunções têmporo-mandibulares, sialorréia, assimetria de sorriso, exposição gengival acentuada e, mais recentemente tem sido descrita a utilização profilática para a redução da força muscular dos músculos masseter e temporal em alguns casos de implantodontia de carga imediata.

A aplicação da substância apresenta-se como um procedimento seguro e eficaz podendo, entretanto estar associada a possíveis complicações, incluindo reação alérgica, hipoestesia transitória, dor e edema no local da aplicação, eritema, entorpecimento temporário, náusea, dor de cabeça, extensão do local, levado a paralisia indesejada de músculos adjacentes, xerostomia e alteração de voz.

Por possuir conhecimento sobre as estruturas de cabeça e pescoço, o cirurgião-dentista pode tratar certas afecções da face e da cavidade oral de forma conservadora e segura com a aplicação da toxina botulínica, desde que possua treinamento específico e conhecimento sobre sua utilização e não extrapole suas funções. Ressalta-se ainda que as toxinas botulínicas são o agente causal da doença botulismo, um tipo de envenenamento potencialmente fatal, devendo sempre ser utilizadas por profissionais capacitados.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Fio Dental em Banheiro Público

Uma boa ideia para os banheiros de bares e restaurantes, um porta fio dental fixado à parede para que as pessoas possam utilizar. Este aí foi fotografado em Santa Maria - RS.


USE FIO DENTAL!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ausências Dentárias - anodontias, oligodontias

As agenesias dentárias são freqüentemente observadas na prática clínica. Encontradas muitas vezes ao acaso em radiografias de rotina, podem também passar desapercebidas num exame clínico inicial.

Quanto à nomenclatura, para McDonald e Avery (1977), Salzano (1988), Tommasi  (1989), Duterloo (1991), Bertold e Benemann (1996), anodontia  é  a  ausência  total de germes  e  oligodontia,  ausência parcial  de  germes. O termo hipodontia também pode ser utilizado para os casos de ausência de um ou poucos dentes (Salzano, 1988). Para Toledo (1986), anodontia vera é a ausência congênita de dentes,  total  ou parcial. Por sua vez, Walter et al. (1997) utilizam o termo somente para ausência total de dentes.

Os incisivos laterais superiores são os mais freqüentemente ausentes. Alguns pacientes apresentam ausência bilateral, porém a unilateral é a mais comum. As regiões de incisivos centrais, caninos e molares são atingidas muito raramente. Os fatores freqüentemente associados às ausências dos germes dentários são: síndromes; componentes hereditários; problemas sistêmicos, como raquitismo e sífilis, e transtornos intra-uterinos graves, que podem destruir germes dentários. Ainda é relatada como uma das causas a radioterapia em baixas doses, que pode destruir o botão dental.

Algumas síndromes podem estar associadas às agenesias dentárias, como a displasia ectodérmica hipoidrótica hereditária, que leva à ausência parcial de pêlos, glândulas sudoríparas, unhas e dentes; a síndrome de Book, na qual é comum a ausência de pré-molares superiores e inferiores, e, ainda, branqueamento prematuro dos cabelos e suor aumentado.

Berthold  e Benemann  (1996) definem  a  anodontia  como uma situação na qual  os germes dentários  não  se  desenvolvem  suficientemente    para  permitir  a diferenciação  em  tecidos  dentários,    afirmando  que  vários  são os  fatores causais das ausências dentárias. Os fatores hereditários são aceitos como importantes, pois é comum encontrar mais casos de agenesia dentária em uma mesma família. Os fatores sistêmicos, tais como raquitismo, a sífilis, e os transtornos intra-uterinos graves podem destruir germes dentários em desenvolvimento.

Os autores relatam que a anodontia na dentição decídua é condição pouco freqüente. Guedes-Pinto e Bönecker (1999) salientam a importância dos conhecimentos histológicos, clínicos e radiográficos no diagnóstico diferencial de anomalias do desenvolvimento dentário, tendo constatado que a maior prevalência de ausência de dentes decíduos ocorre para os dentes 52 e 62.
Ausência rara de seis pré-molares e terceiros molares.
Aspectos associados a ausências de germes dentários, como a forma dos dentes presentes hipoplásicos e/ou conóides, e as características da displasia do ectoderma, como secura das mucosas, malformação das glândulas salivares, abóboda palatina ogival, fenda palatina, podem estar presentes.

São raras as ausências dentárias em decíduos, principalmente de incisivos centrais, caninos e molares. Porém, quando ocorre agenesia dentária na dentadura decídua, os incisivos laterais superiores são os mais freqüentemente atingidos.
Ausência de incisivos laterais superiores e incisivos inferiores
 O acompanhamento da odontogênese deve ser feito regularmente - clínica e radiograficamente - para que se detectem alterações de desenvolvimento, como a ausência de germes dentários, a tempo de minimizar e ou solucionar as  suas  seqüelas. Também é importante o conhecimento, por parte do profissional, dos fatores que podem estar associados às agenesias, tais como doenças sistêmicas, síndromes e herança. Portanto, em virtude da possibilidade de não existir o germe dentário correspondente na dentição permanente, o profissional deve avaliar o seu paciente clínica e radiograficamente para não executar um tratamento inadequado, ou seja, extrair dentes decíduos que não têm sucessores, sem um prévio planejamento multidisciplinar com alcance a longo prazo e de  resultados  favoráveis para  o paciente, tanto estética como funcionalmente.